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Primeiro emprego tem aumento de 20% na região, diz raio-x do Caged

Número de jovens que entraram no mercado de trabalho pela primeira vez subiu de 17.852 em 2017 para 21.377, em 2018; foi o segundo melhor resultado percentual entre todas as categorias de contratações nas cidades da região

Com poucas chances no mercado de trabalho por conta da crise, os jovens encontraram um cenário mais positivo no ano passado.

Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, mostram o aumento de 20% na quantidade de jovens que conseguiram o emprego pela primeira vez na região, em 2018.

O número do primeiro emprego subiu de 17.852 em 2017 para 21.377, no ano passado.

CONTRATAÇÕES.

É o segundo melhor resultado percentual entre todas as categorias de contratações na RMVale, segundo o Caged.

Perde apenas para o reemprego --desempregado que é contratado --, aponta o governo.

O índice ainda é quase quatro vezes superior ao aumento das admissões, que cresceram 5,40% no ano passado ante 2017: 184.373 contra 174.920.

O resultado também reverte a queda de 2,12% na contratação de jovens registrada no ano de 2017 na comparação com 2016, com 17,8 mil admissões contra 18,2 mil.

Com aumento de 1,55% nas demissões --181.812 ante 179.032--, o saldo de emprego na RMVale fechou o ano passado com 2.861 postos de trabalho criados, contra -3.210 vagas em 2017.

Em 2018, 11,59% das admissões feitas no Vale foram para o primeiro emprego. Em igual período do ano passado, o percentual foi de 10,21%.

A busca por jovens só não foi maior, percentualmente, do que o reemprego --84,16% das admissões em 2018--, mas superou o emprego temporário e a reintegração.

QUALIFICAÇÃO.

Para especialistas, cresce a chance do primeiro emprego quanto maior for a qualificação do candidato.

"A saída é buscar qualificação para se diferenciar no mercado", disse Savana Pinheiro, coordenadora da Global Empregos, agência com atividade na região.

Foi o que fez o estudante Ângelo Domingos, de 19 anos, de São José dos Campos.

Após concluir o ensino médio, há dois anos, ele buscou a primeira oportunidade de emprego com a carteira assinada. Ficou seis meses entregando currículos e ouvindo promessas de trabalho.

"Não apareceu nenhuma oportunidade concreta. O pessoal dizia que eu não tinha experiência", contou.

Domingos resolveu fazer dois cursos: atendimento e técnicas de venda. Com o certificado no currículo, conseguiu o primeiro emprego.

"Os cursos fizeram a diferença para mim", disse.

Matéria: OVALE

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