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Auxílio representa 10% do valor necessário para compra de cesta básica na região, aponta estudo

Valor médio do benefício é de R$ 250 e, segundo estudo da Unitau, são necessários R$ 2 mil para compra de cesta com itens básicos de alimentação, higiene e limpeza.

Escrito por ACISJC

19 ABR 2021 - 12H55

Famílias tentam sobreviver com auxílio emergencial — Foto: Arquivo Pessoal

O governo anunciou este mês outras quatro parcelas do auxílio emergencial. Desta vez, o valor médio é de R$ 250, podendo ser pago apenas a uma pessoa por família. Segundo a pesquisa da Universidade de Taubaté, com a alta dos preços de itens de alimentação e higiene, uma família de cinco pessoas no Vale do Paraíba precisa de oito vezes o valor do benefício, cerca de R$ 2 mil, para sobreviver.

Após o hiato de quase quatro meses, o governo federal voltou com o auxílio emergencial. Desta vez, com valor menor e regras que impedem o acúmulo do valor dentro de um mesmo núcleo familiar. Com isso, a renda de uma família que antes tinha R$ 1,2 mil de auxílio, passa a R$ 250.

Esse é o caso de Tatiana Aparecida dos Santos, de Taubaté. Em 2020 ela e o marido receberam as parcelas do auxílio emergencial de R$ 600. Desempregados, eles viram a renda despencar na pandemia. A família teve de deixar a casa de aluguel e passou a morar em dois cômodos no fundo de um parente com os três filhos – 14, 16 anos e um bebê de dois anos.

A vendedora desempregada conta que com o auxílio maior, tentou organizar as contas que se acumulavam e comprar alimentos, mas não conseguiu. Ela conta que teve dias de ter apenas duas batatas para alimentar a família toda.

Vendeu os móveis para tentar sobreviver e passou a receber cestas básicas de instituições de caridade. Com o novo auxílio aprovado de R$ 250, ela calcula que possa apenas comprar suprimentos básicos para dez dias na casa.

Rosemare Dias e o marido estão desempregados. Desde o início da pandemia, ela tem dependido do auxílio emergencial para sustentar o casal e o filho. Antes, a alimentação tinha carnes, frango e conseguia comprar os lanchinhos do filho, com biscoitos e achocolatados.

Desde a pandemia, a família teve de restringir a quantidade e o que põe no prato para prolongar os mantimentos.

Este ano ela conseguiu o benefício de R$ 250, mas conta que com o valor, precisa escolher entre pagar o gás e ter o mínimo para se alimentar.

A alta dos preços compromete o prato

O valor do benefício vem em descompasso com a alta de preços dos alimentos. Em um ano, a cesta básica saltou de R$ 1,7 mil para R$ 2 mil, segundo o estudo da universidade.

O valor é reflexo do aumento de itens básicos da alimentação como o arroz, que é vendido em média a R$ 20 o pacote de 5 kg; o óleo com o litro a R$ 7 e o leite a R$ 4.

Em uma comparação, em 2020 era possível comprar 15 kg de arroz, 10 quilos e feijão, 12 litros de leite, quatro litros de óleo, seis quilos de macarrão, três quilos de farinha de trigo, um quilo de açúcar e três dúzias de ovos.

Em março de 2020, sairia por R$ 250,65. Algo próximo do valor pago pelo governo. Porém, este ano, a mesma compra de itens básicos custa R$ 335,20.

O valor parece ainda menor se somar as contas da casa, como gás de cozinha, que chega a R$ 85. Além de água e luz. A Aneel impediu o corte da luz de família de baixa renda mesmo sem o pagamento.

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